Projeto Espécies Invasoras

As Espécies exóticas invasoras são reconhecidas como uma das maiores ameaças biológicas ao meio ambiente, com enormes prejuízos à economia, à biodiversidade e aos ecossistemas naturais, além dos riscos à saúde humana. São consideradas a segunda maior causa de perda de biodiversidade, após as alterações de habitats.
À medida que o homem foi colonizando novos ambientes, levou consigo plantas e animais domesticados, utilizados como fonte alimentar e de estimação, proporcionado, para diversas espécies, condições de dispersão muito além de suas reais capacidades.


Com o aumento da tecnologia nos meios de transporte aéreo, marítimo e terrestre o fenômeno da dispersão de espécies ganhou velocidade e intensidade.

Com a crescente globalização e o conseqüente aumento do comércio internacional, espécies exóticas são translocadas (transportadas), intencional ou não intencionalmente, para áreas onde não encontram predadores naturais, tornando-se mais eficientes que as espécies nativas no uso dos recursos.
Dessa forma, multiplicam-se rapidamente, ocasionando o empobrecimento dos ambientes, a simplificação dos ecossistemas e a própria extinção de espécies nativas.

PROBLEMÁTICA

Espécies exóticas invasoras invadem e afetam a biota nativa de, praticamente, todos os tipos de ecossistemas da Terra. Ocorrem em todos os grandes grupos taxonômicos, incluindo os vírus, fungos, algas, briófitas, pteridófitas, plantas superiores, invertebrados, peixes, anfíbios, répteis, pássaros e mamíferos.

Em virtude da agressividade, pressão e capacidade de excluir as espécies nativas, seja diretamente, seja pela competição por recursos, estas espécies podem, inclusive, transformar a estrutura e a composição dos ecossistemas, homogeneizando os ambientes e destruindo as características peculiares que a biodiversidade local proporciona.

De acordo com informação do Secretariado da Convenção sobre Diversidade Biológica - CDB, as espécies exóticas invasoras já contribuíram, desde o ano 1600, com 39% de todos os animais extintos, cujas causas são conhecidas. Adianta ainda o Secretariado da CDB que mais de 120 mil espécies exóticas de plantas, animais e microrganismos já invadiram os Estados Unidos da América, Reino Unido, Austrália, Índia, África do Sul e Brasil.


OBJETIVO

Estudo do potencial de desenvolvimento e a taxa de ocupação do Coral exótico Stereonephthya aff. Curvata (Coral Mole), na Região do Saco dos Cordeiros em Arraial do Cabo, município da Região dos Lagos, no Estado do Rio de Janeiro.


INFORMAÇÕES SOBRE A ESPÉCIE

Nome Científico: Stereonephthya aff. curvata
Reino: Animalia
Phyllum: Cnidaria
Classe: Anthozoa
Ordem: Alcyonacea
Família: Nephtheidae


VETORES DE DISPERSÃO

Aquários domésticos e lojas de aquário; Aquários públicos; Detritos marinhos flutuantes; Bóias de navegação; Correntes aquáticas; Cascos de Navio e Plataformas de Petróleo


HISTÓRICO DA INTRODUÇÃO

Em Arraial do Cabo (RJ), no local denominado Saco dos Cordeiros (23S - 42W), encontra-se um costão rochoso de aproximadamente 20 metros de comprimento e 12 metros de altura, local onde foram detectadas as primeiras colônias do coral Stereonephthya aff. curvata. Esta espécie foi detectada na região no final da década de 80 para inicio da década de 90. Sua distribuição, no momento de detecção, estava restrita a uma área abrigada de 100 m2. No ano de 2004 a espécie já se encontrava distribuída numa faixa de 500 m2 de extensão. Esta espécie foi detectada apenas em Arraial do Cabo (RJ) tendo se desenvolvido somente nos arredores de onde foi inicialmente localizada. Há suspeita de S. aff. curvata ter sido introduzida via incrustações em plataformas de petróleo já que freqüentemente tem sido reportada incrustando plataformas da região sudeste e sul do pais, bem como em outras regiões do mundo (Ferreira et al., 2004)


POSSÍVEIS IMPACTOS ECOLÓGICOS

Esta espécie pode afetar, potencialmente, a biota de substratos inconsolidados e consolidados no mundo e no Brasil. No Brasil, foi verificado, em experimentos, lesões em Phyllogorgia dilatata, Mussismilia hispida e Palythoa caribaeorum por contato com Stereonephthya aff. curvata. A ação alelopática de S. aff curvata na competição por espaço com P. dilatata, octocoral conspícuo da região, levou a necrose e morte de seus tecidos. Ambas as estratégias de perpetuação e/ou expansão confirmaram o forte potencial invasor de S. aff. curvata permitindo pressupor que este coral constitui uma ameaça real à integridade biológica da Reserva Extrativista de Arraial do Cabo (Lages, 2003; Ferreira et al., 2004)


ORIGEM DA ESPÉCIE

Espécie nativa da região Indo-pacífica

SmartNews.Com

Copyright & copy; 2012 - Todos os direitos reservados para Biotecnal Cursos e Treinamentos - contato@biotecnal.com.br
(21) 3048-4323 -- (21) 9161-1167 (claro) -- (21) 9748-5569 (vivo)

Webmaster - Biotecnal - contato@biotecnal.com.br